Tuesday, August 17, 2021

Micro e pequenas indústrias do país sinalizam forte retomada de atividades

A situação financeira e as perspectivas dos donos de micro e pequenas indústrias brasileiras estão bem melhores no 2º trimestre deste ano em comparação ao 1º e, sobretudo, ao último trimestre de 2020. De acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) – a média de pontos alcançada no país de abril a junho chegou a 46,5 pontos. No 1º trimestre do ano ficou em 43,9.
Em comparação aos últimos três meses do ano passado – quando o índice chegou a 34,1 pontos –, o crescimento foi ainda maior.
Segundo o relatório técnico da CNI, há a expectativa de novos aumentos do indicador, “em decorrência do avanço da vacinação no Brasil, que está atingindo faixas etárias que abarcam a população economicamente ativa; do aumento do volume de produção; e da manutenção da criação de empregos no setor industrial”.
- Finanças
Os dados da CNI indicam que, de forma isolada, a situação financeira das pequenas indústrias apresentou melhora significativa no segundo trimestre – alcançando 42,3 pontos. Em comparação aos três primeiros meses a alta foi de 4,5 pontos.
O otimismo para o setor também é demonstrado na percepção dos empresários em relação à manutenção do ritmo de recuperação da atividade industrial. O indicador das perspectivas da pequena indústria apontou aumento de 0,5 ponto em junho de 2021, alcançando 52,6 pontos.
O cenário de retomada para as pequenas indústrias tem levado empresários a investir em infraestrutura para ampliar a capacidade produtiva e abrir novos postos de trabalho.
Sócio de uma indústria que fabrica filamentos para impressoras 3D, Wesley Meireles da Silveira viu o número de funcionários dobrar nos últimos seis meses após investir mais de R$ 2 milhões em equipamentos e insumos. “Vimos uma oportunidade única de diversificar nossos produtos e estar ainda mais preparados para alcançar o mercado após a retomada plena”, explica.
Rodrigo Vilella, dono de uma fábrica de aditivos para caminhões e produtos para tratamento de água, fez aporte de R$ 2 milhões para suprir a alta demanda pelos produtos que saem da unidade, em Betim, na Grande BH. “Tivemos que contratar mais e ampliar nossa produção e logística de entrega para dar conta da demanda, que cresceu acima do que esperávamos”, garante Rodrigo.
Hoje em Dia - 17/08/2021
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