terça-feira, 12 de novembro, 2019

Estudo desvenda como a embalagem interfere na percepção dos produtos

O ditado já dizia: “os melhores perfumes estão nos menores frascos”. Aqui não falamos sobre o conteúdo do interior, mas sim das embalagens. Um estudo se dedicou a analisar como o embrulho dos chocolates pode causar um grande efeito sobre a aceitação do produto entre os consumidores e descobriu dados interessantes. Realizado por pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, o artigo científico foi publicado no jornal Heliyon. Segundo as análises, cerca de 60% das decisões iniciais dos consumidores é feita nas lojas e baseada apenas na embalagem dos itens. Para chegar a essa conclusão, foram selecionados 75 participantes com idades entre 25 e 55 anos. Todos eles deveriam ser consumidores de chocolate. Os testes foram divididos em três fases: uma às cegas, outra apenas observando a embalagem e a outra por meio de informações. Em todas, eles deveriam avaliar o sabor de seis doces, bem como a identidade visual dos produtos. Nos três testes, foi utilizado o mesmo chocolate amargo 70% cacau. As mudanças apareceram no nome do produto, todos relacionados a uma marca fictícia, que foi batizada de “chuff”. No inglês australiano, o nome remete à gíria “chuffed”, que significa “muito contente”. Já o logo foi desenhado para ser simples e universal, no intuito de agradar o mercado do país. Todos os seis designs foram criados pela mesma pessoa, um profissional com experiência em criar identidades visuais para a indústria alimentícia. E os conceitos que norteavam as embalagens eram “ousado”, “divertido”, “casual”, “especial”, “saudável” e “premium”, em ordem respectiva na foto abaixo. Para o teste às cegas, os indivíduos recebiam o chocolate puro, sem informações adicionais, em um copo transparente. Já para o teste feito a partir de informações sobre o produto, as embalagens foram mantidas, para que fosse possível examinar a combinação entre os dados sobre o alimento junto ao pacote. Nesse sentido, pelo fato do chocolate ser o mesmo, o sabor nem sempre ia de encontro à informação sugerida na embalagem. Dessa forma, os participantes tinham que usar termos relacionados às emoções para emitir sua percepção sobre o doce. A começar pela embalagem “ousada”, que prometia um chocolate apimentado, os participantes puderam notar a diferença para o doce convencional 70% cacau, de forma que não tiveram percepções boas sobre o produto, acusado de mentir. Além disso, os pesquisadores notaram que as pessoas tendem a gostar mais da sobremesa se a embalagem vem com conotações visuais positivas. E para provar o quão influenciados pela embalagem nós somos, os participantes demonstraram mais associações emocionais com o produto quando eles podiam ver a embalagem do que no teste cego, de forma que a embalagem interfere diretamente na aceitação dos itens no mercado.
ABRE - 11/11/2019
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