sexta-feira, 04 de julho, 2014

Bondmann avalia terceira unidade

Com fábricas em Canoas (RS) e Indaiatuba (SP), a Bondmann Química planeja a implantação de uma nova unidade para triplicar a capacidade atual de 10 milhões de litros por ano de produtos para a indústria, como fluidos de corte, solventes biodegradáveis, desengraxantes, ceras e limpadores. Conforme o diretor comercial e industrial William Bond, a terceira unidade da empresa deverá ficar no Rio Grande do Sul, em São Paulo ou na Bahia. "Estamos conversando com algumas prefeituras", diz.
O plano da Bondmann é colocar a nova fábrica em operação em três anos, já que hoje opera a 80% da capacidade instalada e até 2016 pretende iniciar as exportações para a América do Sul e Europa. A futura unidade poderá produzir "no mínimo" 18 milhões a 20 milhões de litros de produtos químicos por ano e exigirá investimentos de R$ 15 milhões, explica Bond. Parte será bancada com caixa próprio e a empresa também vai buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Com uma carteira de 11 mil clientes industriais no país, a Bondmann concorre com gigantes como Petrobras, Total e Shell, no segmento de fluidos para usinagem, e Johnson & Johnson, na linha de limpadores. A empresa não divulga o faturamento, mas conforme Bond, mesmo com a desaceleração da produção industrial registrada neste ano, as vendas devem crescer em torno de 20% sobre 2013. "Em 2009, apesar da crise mundial, crescemos 12%", lembra o executivo.
Segundo o diretor, para garantir uma expansão acima da média de 3% a 4% apresentada pelo setor no Brasil nos últimos anos, a empresa vem apostando no suporte técnico pós-venda prestado aos clientes por uma equipe de mais de cem pessoas em todo o país. Entre 2,5% e 3% do faturamento também são investidos em pesquisa e desenvolvimento e três produtos lançados em 2012 e 2013 já estão entre os dez mais vendidos pela companhia.
"Há sete ou oito anos tiramos do portfólio toda a linha de fluidos de corte com óleos minerais e semissintéticos [que contêm componentes minerais]", afirma Bond. Segundo ele, desde então a empresa só vendia fluidos feitos com óleos vegetais e neste ano lançou o primeiro produto biodegradável do mercado brasileiro à base de água e biopolímeros, que opera a temperaturas mais baixas e reduz o desgaste das ferramentas de corte.
Valor
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