Monday, September 30, 2013

Suzano vai reajustar preços em 12,7%

Depois dos anúncios de aumento de preço entre 12% e 14% de Papirus e Ibema a partir de outubro, a Suzano Papel e Celulose, segunda maior fabricante brasileira de papel-cartão, também vai reajustar sua tabela de valores, porém em novembro. O comunicado sobre o aumento, obtido pelo Valor, foi encaminhado a clientes pela SPP-KSR, distribuidora de papéis da Suzano.
"Preservando a postura ética e transparente, inerente ao relacionamento entre a SPP-KSR e seus clientes, informamos que a partir do mês de novembro de 2013 haverá reajuste de 12,7% nos preços dos produtos da linha de papel-cartão da Suzano", diz o aviso.
Com capacidade instalada de 250 mil toneladas por ano de papel-cartão, a Suzano confirmou, por meio de assessoria de imprensa, o aumento de preços. Desde o início do mês havia expectativa de que a companhia e a Klabin, maior fabricante nacional de cartões, anunciassem reajustes. Procurada, a Klabin informou, também via assessoria de imprensa, que não comenta valores de mercado.
A Ibema, terceira maior produtora nacional de papel-cartão, já havia comunicado a seus clientes um aumento de 12% para os preços do produto, a partir de outubro, de acordo com o diretor comercial da empresa, Jorge Grandi. "As recentes pressões nos custos de matérias-primas, insumos gerais de fabricação e mão de obra forçam o reajuste de 12% nos preços da linha de produtos", disse a empresa no comunicado. "Após análise de rentabilidade, foi verificada uma forte queda nas margens da companhia, o que a obrigou a recompor os preços", disse.
De acordo com Grandi, dissídio coletivo e aumento dos custos com matéria-prima e com outros insumos justificam o reajuste. "Essa é uma correção frente aos aumentos de custo que já ocorreram", disse. A Ibema projeta alta de 7% a 8% dos salários em razão do dissídio, cuja data-base é outubro. "Já comunicamos todos os clientes e acreditamos que haverá aceitação [do reajuste]", afirmou o executivo.
Para este ano, a Ibema projeta crescimento de 5% do mercado doméstico de cartões para embalagens. Em 2014, a expansão deve ficar entre 4% e 5%. "O segundo semestre está um pouco mais aquecido do que o primeiro semestre, mas não há risco de desabastecimento. E isso deve se manter até 2014", comentou Grandi.
A Ibema produziu cerca de 90 mil toneladas de papel-cartão em 2012 e deve repetir esse volume em 2013, uma vez que opera perto do limite de capacidade. As receitas, contudo, devem subir diante do melhor mix de vendas e comercialização de volumes maiores no mercado doméstico. "Maior produtividade também vai contribuir para isso", afirmou.
No início do mês, em entrevista ao Valor, o presidente da Papirus, Antonio Claudio Salce, afirmou que a empresa, a quarta maior produtora nacional de papel-cartão, já havia anunciado aumentos de 12,5% a 14% para seus produtos, numa tentativa de recompor margens pressionadas por custos em alta. Salce explicou que os 14% propostos são formados por um resíduo da alta de custos que deveria ter sido integralmente repassada desde o fim de 2012 mais o impacto do dissídio coletivo.
No ano passado, a Papirus vendeu 73 mil toneladas de cartão e obteve faturamento de R$ 220 milhões. Para 2013, a previsão é chegar a 76,5 mil toneladas, com receita bruta de R$ 255 milhões. Conforme Salce, a rentabilidade da empresa está aquém do desejado e, com o reajuste de até 14%, a margem Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) poderá se aproximar de 20%. A meta, contudo, é alcançar 25% em algum momento.
De janeiro a agosto, segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), a demanda doméstica de cartão totalizou cerca de 400 mil toneladas, considerando-se vendas domésticas e importações, frente a aproximadamente 380 mil toneladas no mesmo período de 2012.
Valor Econômico - 30/09/2013
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