sexta-feira, 08 de janeiro, 2021

Brasil deve crescer menos do que os países da América Latina

O Brasil deve ter um desempenho econômico inferior ao dos demais países da América Latina em 2021, de acordo com um relatório do banco BNP Paribas. A instituição projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 3% neste ano, menos do que os 3,6% esperados para o conjunto das economias latino-americanas.
Como destaque para a região, o banco aponta o crescimento de 5% para Argentina, Chile e Colômbia. O México, outro país analisado pelo BNP, deve avançar 3%.
O crescimento mais tímido esperado para o Brasil deve ocorrer por causa de um primeiro semestre mais fraco, segundo o BNP. A economia brasileira deve sofrer com o encerramento do pagamento do Auxílio Emergencial e também com os impacto provocados pandemia de coronavírus diante do risco de prefeituras e governos estaduais proibirem o funcionamento de diversas atividades para evitar a disseminação da doença.
"Eu tenho dificuldade de ver um cenário benéfico para este primeiro semestre por causa desse balanço de forças", afirma o economista-chefe do banco BNP Paribas no Brasil, Gustavo Arruda.
Principal medida adotada pelo governo federal para mitigar os efeitos da pandemia de coronavírus, o Auxílio Emergencial se tornou um grande motor para o consumo das famílias, mas não deve continuar neste ano. A equipe econômica chegou a falar num novo programa social para substituir o benefício, mas a proposta ainda não saiu do papel diante das restrições fiscais do país.
Para 2021, o Ministério da Economia propôs uma meta fiscal com rombo de até R$ 247,1 bilhões.
- Agenda política e fiscal
Na leitura do banco, a agenda política e fiscal deve dominar todos os países da região. Como o Brasil, a maioria dos governo teve de aumentar os gastos para combater a pandemia de coronavírus.
"A política a e questão fiscal estão na pauta de todos os países da América Latina, claro que em diferentes graus e níveis de risco. Mas vamos ficar discutindo sobre esses dois temas o ano todo" diz Arruda.
No México e na Argentina, haverá eleição para o Congresso neste ano. O Chile deve definir em abril os integrantes da Assembleia Constituinte.
Já o Brasil enfrenta a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado em fevereiro e deve, segundo o banco, já ver neste fim de ano um início das articulações para a disputa presidencial de 2022.
G1 - 07/01/2020
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