quinta-feira, 23 de julho, 2020

Número de produtores de cachaça e aguardente caiu 22% em 2019 no Brasil

O número de estabelecimentos produtores de cachaça e aguardente registrados no Ministério da Agricultura chegou a 1.086 em 2019, uma queda de 22,26% em relação a 2018, quando havia 1.397 unidades.
Os dados são do Anuário da Cachaça de 2020 publicado pelo governo federal.
A diminuição do número de estabelecimentos foi puxada pelo setor de aguardente, que sofreu uma queda de 41,57% na quantidade produtores em 2019. Em 2018, havia 611 unidades que fabricavam a bebida, número que caiu para 357.
O anuário mostrou ainda que Minas Gerais (81) e São Paulo (75) são os estados com o maior número de produtores de aguardente, colocando o Sudeste como região líder na produção da bebida, com 134 produtores, seguida da região Sul (55), Nordeste (46), Centro-Oeste (8) e Norte (5).
Já a redução no número de produtores de cachaça foi de apenas 6%, ao passar de 951 em 2018, para 89 em 2019.
Minas Gerais continua o maior estado produtor de cachaça, sendo que o número de estabelecimentos registrados (375) é quase o triplo do segundo colocado, que é São Paulo (126).
Por mais um ano, a região Sudeste liderou a produção da bebida, com 622 estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura. Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro concentram, aproximadamente, 70% dos produtores de cachaça .
Já a região Nordeste tem 129 produtores de cachaça, seguida do Sul com (101), Centro-Oeste (33) e Norte (9).
A diminuição dos produtores de cachaça e aguardente é vista como um reflexo da elevada tributação em cima das empresas do setor, na avaliação do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), entidade representativa do segmento.
Para o diretor do Ibrac, o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2015 trouxe "sérios impactos" para a cadeia produtiva.
"Mesmo com a possibilidade de os produtores optarem pelo enquadramento no Simples Nacional a partir de janeiro de 2018, essa redução do número de produtores de cachaça demonstra que o setor ainda enfrenta diversos entraves para se recuperar. A adesão ao regime tributário simplificado parece ter chegado tarde para o setor da Cachaça. Estamos percebendo que a medida não foi suficiente", diz.
Segundo Lima, a redução do número de estabelecimentos registrados pode indicar também um aumento da informalidade do setor. Um estudo de 2019 da entidade mostra que a cachaça é categoria mais impactada pela produção ilegal de bebidas no Brasil.
"Por isso, a necessidade de reavaliação dos altos impostos, em especial nesse momento de discussão da reforma tributária", diz a entidade, em nota.
G1 - 22/07/2020
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