terça-feira, 27 de novembro, 2018

Tetra Pak inicia operação de 1ª planta piloto da empresa na América Latina

A Tetra Pak iniciou as operações de uma planta para testes de novos produtos. Parte de um investimento de R$ 40 milhões em um centro de inovação ao cliente, esta é a primeira instalação do tipo da empresa na América Latina. “Trata-se de uma mini fábrica para testes de novos produtos. Todos os nossos clientes têm acesso e há requisição principalmente por empresas do Brasil e da América do Sul”, explica a diretora de serviços de marketing da Tetra Pak para as Américas, Julia Sotera. A estrutura integra o centro de inovação ao cliente da empresa, localizado em Monte Mor (SP) e é voltada para lácteos (leites e achocolatados), bebidas geladas (sucos, águas de coco e bebidas saborizadas) e alimentos preparados. “Algumas empresas procuram testar novos ingredientes ou uma nova fornecedora de matéria-prima”, aponta Julia. De acordo com a executiva, a instalação traz a vantagem operacional de evitar que a empresa do cliente interrompa sua linha de produção para testar um produto ainda em desenvolvimento. “Assim, é possível produzir resultados próximos à realidade, mas com custos reduzidos”, esclarece. A Tetra Pak estima que a planta suporta cerca de 900 amostras por teste, o equivalente a cerca de 250 litros por tanque de armazenamento. “A ideia é que seja um intermediário entre a produção comercial e a escala de laboratório”, conta Julia. O centro de inovação ao cliente é o 4º da companhia no mundo e integra uma estratégia global para auxiliar a indústria a idealizar, desenvolver e testar novos produtos. “Os equipamentos são configurados de acordo com as demandas locais. Também oferecemos treinamento para as equipes de clientes.” Além do centro de inovação ao cliente, a Tetra Pak possui duas fábricas no Brasil: uma em Monte Mor e outra em Ponta Grossa (PR) A operação no País é a segunda maior da companhia, ficando atrás apenas da China. Reciclagem Julia afirma que a Tetra Pak procura oferecer aos seus clientes a possibilidade de integrar a cadeia recicladora, oferecendo embalagens com maior valor agregado. “Faz parte da inovação interna da empresa e convidamos nosso cliente a fazer parte.”Ela acredita que atualmente há uma demanda maior em razão de legislações ambientais mais restritivas. A empresa atua no desenvolvimento do mercado de papel reciclado e de telhas ecológicas, e recentemente começou a trabalhar com o segmento de produtos fabricados à base de plástico, buscando substituir as matérias-primas convencionais por plástico-alumínio reciclados. “Trabalhamos para garantir que a embalagem pós-consumo seja vista como fonte de recursos e não como resíduo. Isso é essencial para que novos processos produtivos sejam estabelecidos e, assim, mantenham a circularidade das matérias-primas”, informa a diretora de meio ambiente da Tetra Pak, Valéria Michel.Atualmente, diversas iniciativas de banir o plástico da composição de embalagens e utensílios têm ocorrido no País. Em julho deste ano, o Rio de Janeiro tornou-se a primeira cidade brasileira a proibir o uso de canudos de plástico em estabelecimentos comerciais. No Senado, tramita o Projeto de lei 263/2018, que bane a fabricação, importação, distribuição e venda de sacolas plásticas para envase e transporte de mercadorias e consumo de alimentos. Um exemplo de mudança na indústria provocada pela preocupação ambiental são empresas de refrigerantes voltando a usar garrafas de vidro, em substituição ao pet. Além do apelo ambiental, o uso do vidro representaria redução de custos, pela reutilização do vasilhame.
DCI - 27/11/2018
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