quinta-feira, 30 de março, 2017

Setor tem sinal de piora em janeiro

São Paulo - A queda de 2,2% no faturamento das empresas de serviços no mês de janeiro, divulgado ontem pelo IBGE, aponta que, para o setor, o pior da crise não passou. Enquanto a indústria e o varejo começam a sentir uma estabilidade nos indicadores, o aprofundamento da crise em serviços sinaliza que a retomada nesse segmento ainda está longe.
O resultado, na comparação com dezembro de 2016, se deu após dois meses de relativa estabilidade, já que acabou por anular a pequena alta do derradeiro mês de 2016 (+0,7%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, o declínio chegou a -7,3%.
Dos cinco grandes segmentos do setor, só dois continuaram apresentando redução de perdas na passagem de 2016 para 2017. Esta tendência foi mais pronunciada para os serviços de informação e comunicação, cujo faturamento real caiu 1,1% frente a jan/16. "Isso se deu, em grande medida, devido à alta de 0,6% dos serviços de telecomunicações, depois de 18 meses consecutivos de queda", analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Embora mais lentamente, os serviços de transporte e seus auxiliares e de correios também se mantiveram na trilha da amenização das quedas que marcou o último trimestre do ano passado.
Retração de dois dígitos
Tanto os serviços prestados às famílias como aqueles prestados às empresas voltaram para um patamar de retração de dois dígitos. "É possível que estejamos diante de um resultado pontual, mas sabe-se que há um ambiente de grande apreensão de famílias e empresas em relação à sua situação financeira, o que pode estar levando novamente a um corte mais intenso na contratação de serviços", completava a nota. Em relação aos serviços prestados às famílias, o resultado de -11,4% frente a jan/16 foi puxado especialmente pelos serviços de alojamento e alimentação (-13,0%). Não à toa, as atividades turísticas também levaram um tombo de -12,5% em janeiro, após uma alta de 0,7% em dez/16. Os serviços profissionais, administrativos e complementares, encolheu 15,2% em um ano.
DCI - 30/03/2017
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