sexta-feira, 17 de outubro, 2014

Venda robusta no Brasil ajuda rede Carrefour

A rede francesa Carrefour, a segunda maior varejista na Europa, divulgou desaceleração de vendas no terceiro trimestre, embora o crescimento no Brasil, seu principal mercado depois da França, tenha mostrado performance robusta no período.
As vendas no terceiro trimestre do Carrefour, contudo, foram de 21,077 bilhões de euros, o equivalente a US$ 27,01 bilhões, em linha com a previsão média de 21 bilhões de euros em uma pesquisa realizada pela agência Reuters, com analistas. O resultado contou com a ajuda das vendas orgânicas no Brasil, onde a expansão das operações está nos planos do presidente executivo Georges Plassat. No mercado interno, as vendas subiram 12,8% no trimestre, disse a rede, apontando que o avanço se deu sobre uma base já forte em igual período do ano anterior, 2013.
"Todos os formatos registraram uma sólida performance", afirmou a companhia a respeito dos resultados no Brasil. A marca ainda acrescentou que as vendas em mesmas bases nas lojas abertas há pelo menos um ano cresceram 7,7 % no período, acelerando assim o ritmo ante expansão de 7,2 % no segundo trimestre.
Terceiro trimestre
Apesar disso, os resultados gerais da companhia foram impactados com um crescimento desacelerado pelo desempenho na Espanha e Itália, regiões atingidas por medidas de austeridade econômica. O volume de 21,077 bilhões de euros representou um aumento de 2,8 % após descontado o efeito de combustíveis e moedas - desaceleração ante ao avanço de 4,9% apurados pela varejista no segundo trimestre.
Na França, as vendas em hipermercados mostraram resiliência e caíram menos do que o esperado. As condições de negócios permaneceram fracas na China, onde o governo está reprimindo o consumo excessivo, principalmente sobre o álcool.
Investimentos
No Brasil, a rede supermercadista francesa, que chegou a fechar sua loja virtual, agora passou a operar duas novas bandeiras: o Carrefour Express, em São Paulo, e a Supeco, em Sorocaba (SP). A primeira experiência envolveu a entrada da rede francesa no segmento de proximidade. A segunda foi a ampliação da atuação do Carrefour no segmento de 'atacarejo', que atende tanto o consumidor final como os empresários no ramo de alimentação.
Com as novas operações, o Brasil conta agora com o mesmo número de marcas que a varejista opera em outros países. Durante a inauguração do Supeco, este mês, o CEO do Carrefour no Brasil, Charles Desmartis, reafirmou o potencial do mercado nacional. "É o segundo melhor mercado do Carrefour", disse. E destacou que a venda on-line também está nos planos da rede.
Concorrentes
Em contraposição, o rival Casino divulgou mais cedo nesta semana desaceleração de vendas no Brasil, seu maior mercado. Controlador do Grupo Pão de Açúcar (GPA), maior varejista do País, o Casino teve um crescimento trimestral de vendas em mesmas bases, excluindo combustíveis e efeitos de calendário, de 6,7%, contra 9,8% no segundo trimestre, quando as vendas de produtos não alimentares em hipermercados do grupo tinham sido impulsionadas pela Copa do Mundo de futebol, ocorrida entre junho e julho.
Conclusões
No geral, o Carrefour disse que estava prestes a atingir as expectativas de um lucro operacional maior neste ano. O vice-presidente financeiro da companhia, Pierre-Jean Sivignon, afirmou que o consenso dos analistas de um aumento de 6,3% no lucro operacional no ano, para 2,38 bilhões de euros, era "razoável".
Na região do sul da Europa, as vendas do Carrefour sofreram com a baixa confiança do consumidor, com um verão ruim e uma queda nos preços de frutas e vegetais no local.
DCI
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