Tuesday, May 19, 2020

Startups se Adaptam na Crise

O atual cenário tem se mostrado desafiador para as startups. Com exclusividade ao Jornal Giro News, Gustavo Gierun, cofundador do hub de inovação Distrito, revela que a crise será um grande filtro para o setor. "Muitas startups tiveram impactos superiores a 70% na receita e algumas passaram a não ter receita. Por outro lado, alguns segmentos como educação a distância, e-commerce, logística, telemedicina e serviços de tecnologia viram suas demandas explodirem após a crise." Para o executivo, apesar da pandemia, existem oportunidades em diversos segmentos. "Quem tiver a maior capacidade de se adaptar e entender a mudança no comportamento do consumidor será beneficiado", analisa. Passada a pandemia, a previsão é que o setor de startups, inovação e tecnologia continue crescendo nos próximos anos. "2020 será um ano para repensar o mercado e o modelo de negócio, e buscar se adaptar às novas realidades. Muitos ajustes serão feitos neste período e quem sobreviver certamente estará mais forte." Segundo Gierun, há características das startups que serão importantes para superar a crise. "As principais são resiliência, capacidade de adaptação ou reconstrução e gestão - tanto de pessoas quanto da própria empresa", observa. De acordo com o executivo, neste momento, o Distrito está investindo em tecnologia para aumentar sua comunidade e torná-la mais integrada. Por sua vez, os investidores estão buscando entender a profundidade e extensão da crise. "A maioria dos gestores está focada em apoiar as startups do portfólio antes de olhar novas oportunidades", reforça Gustavo Gierun. Segundo ele, os fundos de venture capital mais atuantes no Brasil estão capitalizados e deverão retomar o ritmo gradualmente ao longo do ano. "No mundo da tecnologia sempre existem boas oportunidades, ainda mais em um mercado ainda pouco explorado e ineficiente como é o brasileiro." Hoje, São Paulo representa o maior mercado para as startups. "No estado, os segmentos que mais se desenvolvem são Fintechs (13,5%), AdTechs (11,8%), Heathtechs (8,4%), Edtechs (7,9%) e RetailTechs (6,2%)", finaliza o executivo.
Giro News - 18/05/2020
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