Thursday, October 16, 2014

Mitsubishi cresce no setor de fertilizantes

A japonesa Mitsubishi, que no Brasil controla a produtora agrícola Agrex (antiga Ceagro), está ampliando sua atuação no segmento de insumos no país. Segundo apurou o Valor, a companhia está em vias de concluir a aquisição, por US$ 15 milhões, de 10% da paranaense Península Fertilizantes. Com a operação, cresce a lista de multinacionais que aumentaram suas participações em empresas brasileiras de insumos.
Com receita líquida no ano passado de R$ 446 milhões, a paranaense Península é uma empresa familiar, que enfrenta dificuldades de obter crédito, devido ao elevado endividamento, conforme apurou a reportagem. Em 2013, movimentou cerca de 420 mil toneladas de adubos. Procurada, a Mitsubishi negou a informação. A Península Fertilizantes não retornou às solicitações do jornal.
As duas empresas já estavam juntas desde 2012 na Península Norte, joint venture na qual cada uma tem 50% e com atuação no Maranhão, Piauí e Tocantins e Bahia (Mapitoba). A Península Fertilizantes controla ainda a Península Internacional, que atua em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
Segundo apurou o Valor a due diligence (auditoria) na Península Fertilizantes, iniciada em julho, foi concluída neste mês e a previsão é que a operação seja fechada nos primeiros dias de novembro. A dívida bancária da Península Fertilizantes em abril deste ano era de R$ 166 milhões, sendo R$ 154 milhões de vencimento no curto prazo. A empresa ainda tinha débitos com fornecedores (curto e longo prazos) na casa dos R$ 200 milhões. No seu passivo ainda constava R$ 80 milhões de operações relacionadas a emissões de Créditos de Recebíveis do Agronegócio (CRA).
Pessoas envolvidas na operação acreditam que a intenção da Mitsubishi é, no futuro, adquirir o controle da empresa, que tem sede em Curitiba. "Comprar participações pequenas e depois ampliá-las faz parte da estratégia da japonesa", diz uma fonte. Assim foi em 2012, quando a Mitsubishi entrou no capital da então Ceagro, com a aquisição de 20% do capital da empresa agrícola. Cerca de um ano depois, em junho de 2013, a empresa ampliou sua fatia para 80%.
A operação, assim que concluída, será mais um exemplo do avanço das multinacionais sobre as empresas de insumos do país. Só neste ano, duas companhias globais aumentaram ou entraram no capital de brasileiras - a marroquina OCP na Heringer e a norueguesa Yara na Galvani.
Valor Economico
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